Mania de perfeição
Maio 19, 2007
Todo mundo quer um site perfeito. Mas me responda: existe algo perfeito no mundo feito pelo homem?
Só Deus para criar coisas perfeitas como a harmonia da natureza. A humanidade vem buscando desde seu advento o poder da criação divina das formas e sistemas perfeitos.
Até agora não alcançou.
Porém através da busca incansável pela perfeição, o homem vem progredindo cada vez mais rápido, trazendo para alguns um mal: a mania de perfeição.
Essa mania vai desde a constante arrumação da mesa de trabalho até a criação de sites. A busca pela perfeição é considerada normal quando não prejudica determinado projeto, empresa ou pessoa. Eu, por exemplo, sempre gosto de criar um site bonito, limpo, bem recortado. Isso não impede que eu realize trabalhos com falhas que podem ser corrigidas posteriormente, quando identificadas. Todos são passíveis de erros.
A mania de perfeição começa a aparecer quando nada é agradável aos olhos do perfeccionista. Tudo sempre está errado, nada está bom. Isso pode se estender por dias, semanas ou meses. Misturando isso a teimosia e falta de bom-senso ( a famosa viagem na maionese ), a fórmula do fracasso estará completa.
Ser perfeccionista em demasia não é qualidade. Conheço projetos que atrasaram meses por culpa do perfeccionismo, acarretando muitos prejuízos. Tenho um caso, por exemplo, que aconteceu anos atrás, no início da Internet. Criei mais de 20 exemplos de logotipo até que o próprio cliente criou um logo e disse que era o “ideal”. Na produção do site, foram mais de 10 layouts diferentes e pitacos mil até que o layout escolhido foi o que o próprio cliente fez. Passou-se meses até o site ficar pronto.
Resultado: o site concorrente passou na frente lançando o site meses antes. Confiaram nos profissionais que participaram de sua criação e no final possuíram um produto final bem melhor acabado comparado ao do meu cliente.
Saímos perdendo, eu e ele.
Isso serviu de lição para mim. Não tenho mais receios de questionar o cliente. Afinal ele está me contratando por confiar na minha experiência e nos meus trabalhos. Mas jamais deixei de escutar o cliente pois ele conhece mais o produto que ele vende do que você.
É importante que o cliente acompanhe a criação do site, contribuindo com sugestões e comentários. Só vira problema quando o cliente encasqueta demais em mínimos detalhes, às vezes imperceptíveis, atrasando o projeto.
Considero próximo da perfeição quando consigo alinhar minha experiência em criação de sites com a experiência do cliente em determinado produto ou ramo de negócio. Faço como o Lula, sentamos na mesa para conversar, debatemos o problema e encontramos a melhor solução.
Siga o exemplo.
Para o alto e avante!
fonte – http://www.brunoavila.com.br/novo/artigos.php?idartigo=29
Qual a principal função de um web design?
Maio 19, 2007
Ser web designer já foi mais difícil. Dez anos atrás praticamente não existia programador de “web”. A pessoa que fazia “sites para a internet” tinha que fazer de tudo. E sozinha. Hoje as disciplinas estão mais definidas mas o avanço tecnológico ainda tem fragmentado o profissional de web em mais e mais especialidades. Parece que a medida que a web vai amadurecendo, as coisas começam a se fragmentar de tal maneira que no futuro haverá o designer de botões. Eu só não vou querer ser este cara.
Todo dia eu escuto que uma empresa “x” ou “y” possui divergências sobre o que um web designer faz considerando os anúncios de oportunidades de emprego. Quanto maior é a cidade e quanto mais tecnologia ela respira, mais especialistas em determinadas áreas parecem existir e quanto menor a cidade mais profissionais faz-de-tudo são requisitados. É assim que tenho visto (salvo engano). Quanto mais dinheiro circula em um projeto (nas mãos corretas é claro) maior são os critérios de produção e complexidade do mesmo. Neste contexto, os web designers encontram o ambiente propício para mutação genética da profissão e novos espécimes de profissionais surgem.
Eu já encontrei anúncios de vagas solicitando um web designer que deveria saber CorelDraw, Photoshop, DreamWeaver e PHP. Sim PHP. Ouvi recentemente ainda de uma que além do profissional ser “web designer” deveria saber ASP, além do PHP é claro. Sei de agências web em que o designer é exclusivamente “designer de interfaces” e ele nem toca em uma única linha de HTML e CSS. Nos grandes centros já existem os profissionais exclusivos de usabilidade, que não sabem HTML, não sabem nenhuma linguagem de programação mas são responsáveis por avaliar a interface (que nem foi ele quem criou) de aplicações web e websites comerciais. Algumas empresas deixam a programação de JavaScript exclusivamente na mão dos programadores outras exigem que o “web designer” (chamam assim por não ter um nome mais apropriado) será o cara que vai cuidar exclusivamente do JavaScript, HTML e o CSS (a trindade das camadas) e será de sua responsabilidade codificar o que o designer de interface criou. Existe também o designer de interação, que é o responsável por criar tudo e somente aquilo que terá algum tipo de interação com o usuário. Existe ainda os web designers exclusivos do Flash da Adobe Macromedia (muitos são os designers de interação). E haja “designer”.
No geral este quadro parece ser bem complexo e acredito que não seja um dilema exclusivamente brasileiro. É um dilema no mundo. Você é um web designer? E tem certeza disso? Você realmente sabe o que está fazendo? Então você está convidado a descrever aquilo que você faz e descrever suas responsabilidades. Se você não é web designer mas quer deixar suas considerações, sinta-se á vontade. Escreva o que você acha que um web designer deve saber e fazer.
fonte – http://www.revolucao.etc.br/archives/o-que-diabos-um-web-designer-faz/
Afinal de contas, o que é design?
Maio 19, 2007
Afinal de contas, o que é design?
Embora a percepção do público mude em relação a cada mídia ou aplicação de materiais, o objetivo do design é, de forma intencional, usar o ato de gerar informação como ferramenta para projetar conceitos.
A palavra design, em inglês, significa projetar, compor visualmente ou colocar em prática um plano intencional. Cada designer se especializa em uma determinada mídia:
– Produto: qualquer bem de consumo criado pelo homem;
– Impressos: livros, revistas, jornais, folhetos, brochuras, agendas, balanços de empresas, galhardetes, tótens, embalagens, papelaria, logotipia, material de ponto–de–venda, adesivos, camisetas, bonés, uniformes, etc.;
– Ambientes: cenários, iluminação, decoração, figurino, efeitos especiais (alteração meteorológica artificial ou sensação de grandiosidade, de mistério, de alegria, de solenidade, por exemplo);
– Cinema e vídeo: estética e linguagem de créditos, vinhetas, videoclipes, comerciais e filmes através da animação quadro a quadro (digital ou não);
– Vestuário: tecidos e cortes – personalidade, conforto, facilidade de uso;
– Digital: interfaces gráficas de sistemas operacionais, software e games, animação 2D e 3D – intuitividade, facilidade de uso e sedução estética.
Claro que esqueci diversas aplicações do design na pequena lista acima…
…mas tenham em mente que não existem as profissões light designer, costume designer, web designer, furniture designer, “etc. designer”… Todos são “apenas” designers!
Cada um deles se especializou em determinada técnica. Portanto, caso a caso, muda a particularidade da aplicação dos materiais e muda principalmente a percepção do público em relação a cada tipo de design… Mas, apesar dos diferentes processos, a teoria e o método de planejamento, de projeto e o objetivo final são sempre os mesmos:
– usar o ato de gerar informação como ferramenta para projetar objetos de reprodução em massa onde sua estética e sua funcionalidade tenham um significado próprio, seja isoladamente, seja inseridas em um contexto cultural e emocional. [Webinsider]
fonte – http://webinsider.uol.com.br/index.php/2002/08/27/afinal-de-contas-o-que-e-design/